segunda-feira, 29 de setembro de 2008

10 mentiras...para perder peso

  1. É comum as pessoas reduzirem à comida quando querem perder peso (para a época da praia ou com outra finalidade). No entanto isso só traz uma redução de peso num certo período.
    Se se prolonga essa redução de alimentos o que se obtém é a redução de peso por perda de massa muscular e não de massa gorda.
    A razão é que uma restrição alimentar activa no corpo uma espécie de estado de emergência em que o organismo reduz o ritmo metabólico com o objectivo de queimar menos calorias do que as que recebe.
    Apesar de inicialmente reduzir peso, sobretudo água, começa a economizar calorias, armazenando-as sob a forma de gordura para assegurar a sobrevivência e prefere utilizar e queimar tecido muscular para produzir energia.
    E ainda pior é que quando se começa a comer mais um pouco o organismo aumenta as reservas de tecido adiposo.
  2. Durante anos criou-se a ideia que as melhores dietas são as ricas em hidratos de carbono porque são as melhores fontes de energia e não contem gorduras.
    Mas últimos estudos concluíram que o consumo excessivo de hidratos de carbono em muitos casos são os culpados do aumento de adiposidade.
    Os hidratos de carbono são indispensáveis para certas funções fisiológicas, mas as proteínas são tanto ou mais úteis para a regeneração celular e para a conservação da massa muscular, a para um metabolismo eficiente. Os hidratos de carbono em excesso transformam-se facilmente em tecido adiposo.
  3. Embora os hidratos de carbono possam originar tecido adiposo com alguma facilidade, não se deve ir ao extremo de não os consumir. Nem todos os hidratos de carbono são iguais. Há quem afirme que a redução de consumo de hidratos de carbono é a única medida para se evitar a produção de insulina que é a hormona encarregue de mover o açúcar (e dessa forma constituir tecido adiposo) e manterem-se magros.
    Os hidratos de carbono não são nossos inimigos, pelo contrário. Suportam o gasto calórico do organismo, mantendo a actividade da tiróide que produz uma hormona que queima gordura e regula o metabolismo.
    A chave não é eliminar os hidratos de carbono, mas simplesmente eliminar aqueles que podem produzir um excesso de insulina e portanto gerar adiposidade. Portanto a chave é eliminar o pão branco, os bolos, os pastéis, as bebidas refrescantes, a farinha branca, o arroz branco, etc.
    Utilizar os hidratos de carbono naturais: arroz e farinhas ou cereais integrais, os legumes, as verduras, hortaliças, saladas.
  4. Também há a ideia errada de que a gordura engorda. Certas gorduras são saudáveis e o corpo precisa delas obrigatoriamente para poder levar a cabo certas funções vitais.
    São os chamados ácidos gordos essenciais que entre outras funções que têm, regulam a pressão sanguínea e controlam o metabolismo das gorduras, são anti-stress, têm funções esteróides e sexuais, na construção de membranas celulares, são essenciais para a imunologia corporal, para nervos e para produzir energia.
    São eles os frutos secos, os peixes azuis e os azeites vegetais naturais.
    O não consumo destas gorduras salutares pode ocasionar problemas de saúde e ao aumento de tecido gordo.
  5. É comum dizerem que é preferível o excesso de açúcar do que gorduras. Pelo contrário, o açúcar provoca um desequilíbrio ao nível da glucose no sangue e em caso repetitivo pode produzir diabetes nos adultos.
    Embora as gorduras saturadas sejam inconvenientes já vimos que nem todas as gorduras são más.
    Os produtos ricos em frutose ou destrose não são indispensáveis para as funções orgânicas, mas podem ocasionar o disparar do nível de açúcar sanguíneo e causar estragos no pâncreas.
  6. Dizem que comer de noite engorda. De certa maneira tem a sua razão porque á noite o metabolismo é mais lento e nós gastamos menos energias.
    Mas tudo depende do que se come. Deve evitar comidas ricas em hidratos de carbono de alto valor glucemico.
  7. A ideia de que não devemos comer vários alimentos ao mesmo tempo é errada uma vez que o tubo digestivo do ser humano está adaptado para tolerar uma grande variedade de macro nutrientes ao mesmo tempo.
  8. Há também a ideia de que o corpo só pode digerir e assimilar uma certa quantidade de proteínas e de hidratos de carbono. Mas não é assim. O corpo tem capacidade de utilizar e “armazenar” os excessos que lhe são dados. Por isso é preferível comer mais vezes, de preferência de 3 em 3 horas mas em quantidades menores. O corpo percebe que obtém alimentos constantemente por isso não sente necessidade de armazenar.
  9. A ideia de que se pode comer de tudo desde que se coma com moderação. É um grave erro pensar que se pode comer um pouco do pastel favorito, de alimentos proibidos aqui e ali e de beber dum pouco de álcool.
    O problema é que o somatório de “muitos poucos” acaba por originar excesso.
    E ainda o problema psicológico vai actuar pois, por exemplo, gosta muito de chocolate, e come pouco de cada vez; nunca fica satisfeito e acaba por repetir e comer mais vezes embora, pouco de cada vez.
  10. Nem todos os suplementos para perder peso são ineficazes.
    Mas para adoptar qualquer deles é preciso em primeiro lugar compreender qual a origem do excesso de gordura:
  • Ingestão excessiva de calorias
  • Poucos gastos de calorias
  • Metabolismo baixo
  • Aumentos de insulina
  • Consumo excessivo de hidratos de carbono.
    pelo que é necessário:
  • moderar o consumo de hidratos de carbono e gorduras saturadas
  • aumentar o gasto de calorias aumentado a actividades física com exercícios cardiovasculares
  • aumentar o ritmo metabólico
  • controlar os níveis de insulina
  • utilizar alguns suplementos que seja eficaz para reduzir os níveis de adiposidade subcutânea e que ao mesmo tempo impessa nova acumulação
  • eliminar o excesso de água
  • moderar o consumo de sal.